De acordo com o CEO Ian Cunha, parcerias e tecnologia são essenciais para a modernização dos serviços de saúde, focando no aumento da capacidade do sistema com governança, sem transferir responsabilidades. Modernização vai além da digitalização; envolve reorganização de fluxos, integração de informações, redução de desperdícios e elevação dos padrões de atendimento. Nos sistemas públicos e privados, a tecnologia é frequentemente vista como uma promessa de eficiência.
No entanto, a eficiência real depende de um desenho institucional sólido: contratos bem elaborados, metas definidas, transparência e mecanismos de avaliação. Sem esses elementos, a parceria se transforma em dependência, e a tecnologia se torna um “produto” desconectado do cuidado. Para entender como parcerias podem acelerar esse processo sem comprometer a qualidade, continue a leitura.
Por que modernização começa no problema certo?
O primeiro passo é reconhecer que tecnologia não é fim. Ela é meio para reduzir gargalos específicos. Filas, falta de integração entre unidades, retrabalho administrativo, dificuldade de regulação e baixa previsibilidade de atendimento são problemas recorrentes. Como sugere o fundador Ian Cunha, a parceria certa é aquela que ataca esses pontos com clareza, sem gerar camadas novas de complexidade.

Além disso, modernização exige aderência ao cotidiano da ponta. Soluções que parecem eficientes no papel podem falhar em unidades com infraestrutura limitada, rotinas pressionadas e equipes sobrecarregadas. Por conseguinte, parcerias e tecnologia funcionam melhor quando o desenho considera a operação real, não o cenário ideal.
Onde parcerias e tecnologia mais mudam o jogo?
Um dos maiores ganhos de tecnologia em saúde está na integração de informação. Quando dados não conversam, o paciente repete história, exames se duplicam e decisões ficam fragmentadas. Sistemas integrados podem melhorar continuidade do cuidado e reduzir desperdício, desde que respeitem privacidade, interoperabilidade e segurança.
Parcerias podem acelerar essa integração oferecendo conhecimento técnico, infraestrutura e manutenção contínua. Ainda assim, como considera o CEO Ian Cunha, o contrato precisa proteger o interesse público e garantir governança sobre dados. Modernizar não significa renunciar o controle; significa ter controle com mais capacidade técnica.
Tecnologia como liberadora de tempo clínico
A modernização mais valiosa é aquela que devolve tempo ao cuidado. Automatizar tarefas administrativas, organizar agendas e facilitar comunicação reduz fricção e libera profissionais para escuta e avaliação. Isso melhora experiência do paciente e também reduz desgaste da equipe.
Entretanto, como ressalta o fundador Ian Cunha, existe um risco: soluções digitais podem criar barreiras para quem tem baixa conectividade ou pouca familiaridade com ferramentas. Portanto, parcerias e tecnologia precisam prever inclusão, suporte e alternativas de acesso. Caso contrário, modernização vira seleção.
O que evita que parceria vire problema?
Parcerias em saúde exigem transparência. É necessário definir critérios de desempenho, responsabilidades, mecanismos de auditoria e planos de continuidade. Tecnologia muda rápido, e contratos sem flexibilidade ou sem cláusulas de atualização podem gerar sistemas obsoletos em poucos anos.
Também é fundamental proteger dados sensíveis. Sem regras claras de uso, armazenamento e compartilhamento, a confiança do cidadão e do paciente é afetada. Em última análise, confiança é parte da eficiência, porque um sistema sem confiança perde adesão e aumenta demanda tardia e mais cara.
Modernizar com responsabilidade e foco em qualidade
Como conclui o fundador Ian Cunha, parcerias e tecnologia modernizam serviços de saúde quando são orientadas por problemas reais, construídas com governança e desenhadas para a operação da ponta. Integração de informação, redução de burocracia e melhora de fluxo são ganhos concretos, desde que haja transparência, segurança e inclusão. Modernizar é aumentar capacidade sem perder humanidade. E isso só acontece quando a tecnologia entra como suporte ao cuidado, não como substituto do cuidado.
Autor: Arina Vasilievna

