Sergio Bento de Araujo, empresário especialista em educação, enxerga 2050 não como uma data distante, mas como um horizonte de planejamento. A inteligência artificial nos dias atuais influencia como estudamos, trabalhamos e tomamos decisões, e a escola precisa preparar os alunos para viver nesse cenário.
Nos próximos parágrafos, você encontrará quais competências tendem a ser mais valorizadas, como elas se conectam ao currículo, quais riscos precisam ser administrados e que escolhas pedagógicas podem manter a educação humana e otimista.
Quais competências cognitivas ganharão mais valor até 2050?
Em um mundo com IA acessível, memorizar continuará útil, mas será menos decisivo do que compreender, interpretar e aplicar conhecimento. A competência mais estratégica tende a ser o pensamento crítico, a capacidade de avaliar evidências, detectar erros, comparar fontes e sustentar argumentos. Isso inclui leitura profunda, raciocínio lógico e habilidade de formular boas perguntas, porque perguntas bem construídas orientam investigações e também o uso produtivo da IA.

Outra competência central é a aprendizagem autônoma, isso porque, os alunos precisarão planejar estudos, monitorar progresso e corrigir rotas, usando ferramentas digitais sem depender delas. Sergio Bento de Araujo elucida que a escola ensine método, como organizar tarefas, revisar, sintetizar e explicar ideias, pois quem domina o processo aprende com mais segurança e evita o uso passivo da tecnologia.
Como habilidades socioemocionais e colaboração se tornam diferenciais?
A IA pode automatizar partes do trabalho, mas não substitui empatia, comunicação e colaboração madura. Projetos complexos exigem equipes, negociação de prioridades e capacidade de ouvir, explicar e construir consenso. Por isso, Sergio Bento de Araujo expõe que as competências socioemocionais ganham peso, especialmente autocontrole, perseverança e responsabilidade. Em ambientes de mudança rápida, manter equilíbrio emocional e agir com ética é tão importante quanto dominar ferramentas.
A escola desenvolve essas habilidades quando organiza experiências reais de cooperação, com papéis definidos, metas comuns e reflexão sobre conflitos. O esporte e a educação colaborativa ajudam, porque treinam disciplina, pertencimento e respeito a regras. Quando essas práticas entram no cotidiano, a preparação para o futuro fica mais leve e consistente.
O que significa letramento em inteligência artificial para estudantes e professores?
Letramento em IA é entender como as ferramentas funcionam, quais limites possuem e como usá-las com propósito. Isso envolve reconhecer que a IA pode errar, apresentar vieses e produzir respostas convincentes sem base sólida. Nesse sentido, o aluno precisa aprender a checar, validar e comparar fontes, além de registrar seu processo de construção.
Também é preciso aprender a conversar com a ferramenta. Formular comandos, pedir justificativas, solicitar exemplos e comparar alternativas ajuda a transformar a IA em apoio ao aprendizado. O empresário, Sergio Bento de Araujo, expressa que, até 2050, estudantes bem formados serão aqueles que combinam criatividade com rigor, usando a IA para ampliar possibilidades sem abrir mão de responsabilidades.
Como a escola pode atualizar currículo e avaliação sem perder qualidade?
Atualizar currículo não significa abandonar conteúdos essenciais, mas ensiná-los com novas estratégias. Matemática, leitura, ciências e história continuam fundamentais, porém com mais ênfase em interpretação, resolução de problemas e projetos. A BNCC oferece uma base, e a escola pode aprofundar competências por meio de investigações guiadas e portfólios que mostrem etapas, escolhas e revisões.
A avaliação também precisa evoluir. Se tarefas mecânicas podem ser feitas por IA, avaliações devem valorizar processo, oralidade, debates e aplicação em contextos reais. Sergio Bento de Araujo sugere políticas claras para o uso de IA, diferenciando atividades de treino, atividades de autoria e avaliações formais. Isso melhora a justiça, reduz ansiedade e sustenta um ambiente otimista, em que o aluno aprende com apoio sem perder autonomia.
Que visão de futuro torna a educação mais justa e cheia de oportunidades?
O futuro desejável é aquele em que a tecnologia reduz desigualdades, e não as amplia. Para isso, é preciso garantir acesso, formação de professores e regras simples de uso responsável. Programas de capacitação, parcerias e iniciativas de ESG podem apoiar escolas com infraestrutura, materiais e projetos de ciência. Quando há continuidade e metas, o impacto é mais real.
Sergio Bento de Araujo conclui que educação até 2050 deve combinar inovação e humanização. A IA pode personalizar estudos e apoiar professores, mas a escola continua sendo o lugar onde se aprende a conviver, pensar e escolher. Com currículo bem conduzido, avaliação justa e cultura de cuidado, a tecnologia deixa de ser risco e vira ponte para formar cidadãos competentes, éticos e preparados para criar soluções.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

